Incêndio de Paratinga, setembro 2026 Brasil
Os satélites detetaram fogo pela primeira vez a 30 de setembro de 2026 em Paratinga, Brasil. Leva 4 dias de atividade, com 114 focos de calor e uma área com fogo de cerca de 700 hectares reconstruída a partir deles, repartida por um único município.
O GWIS (Copernicus) ainda não publicou o perímetro deste fogo. Reconstrói-o a partir dos focos de calor, o que pode demorar vários dias, e nem sempre chega. Por agora a área é a que os focos de calor reconstroem (cerca de 14 hectares por píxel). Se chegar o perímetro, esta ficha recolhe-o sozinha e mantém o mesmo endereço.
- Área com fogo
- ≈ 700ha
- reconstruída com os focos, sem perímetro oficial
- Duração
- 4dias
- 30/09/2026 – 03/10/2026
- Municípios afetados
- 0
- municípios
- Começou a
- 30 set.
- 2026
- Focos de calor
- 114
- num único foco: 133 MW
- Perigo ao começar
- 55
- Extremo · índice FWI
- Energia acumulada
- 719MW
- soma da potência detetada
Onde ardeu
Como evoluiu, dia a dia
Potência radiativa detetada cada dia, em megawatts, e número de focos. A barra magenta marca o dia de maior atividade.
Com que tempo ardeu
Levava mais de dois meses sem chover (1 mm ou mais) quando começou.
O tempo dia a dia
Reanálise ERA5 do ECMWF no ponto do incêndio, a referência para o tempo de datas passadas, e o índice de perigo FWI do sistema canadiano, o mesmo que o Copernicus usa, calculado pela WorldFires com esses dados. Os dias seguintes vão até à primeira chuva.
Open-Meteo.com (CC BY 4.0) · Copernicus Climate Change Service (ERA5)
| Dia | Máxima | Humidade mín. | Rajada máx. | Chuva | Perigo (FWI) |
|---|---|---|---|---|---|
| 30 set. | 40,7 °C | 12 % | 25 km/h | 0,0 mm | Extremo 55 |
| 1 out. | 41,0 °C | 9 % | 17 km/h | 0,0 mm | Extremo 51 |
| 2 out. | 39,5 °C | 16 % | 30 km/h | 0,0 mm | Extremo 59 |
Antes e depois, do satélite
Arraste a linha para comparar o mesmo terreno antes do fogo e depois.
Se o dia estiver nublado, mude a data: cada satélite passa uma vez por dia. Em falsa cor o queimado fica castanho ou avermelhado.
O fumo
CAMS · CopernicusA 1 de outubro de 2026 o ar junto ao fogo chegou a 15 µg/m³ de PM2,5, mas nenhuma média diária ultrapassou a diretriz da OMS (15).
Partículas do modelo CAMS da Copernicus no centro do perímetro; não são medições em cada localidade. A barra clara é o máximo da pior hora e a escura a média do dia.
Open-Meteo.com (CC BY 4.0) · Copernicus Atmosphere Monitoring Service (CAMS)
Tabela de deteções · 114Cada foco de calor do satélite, um a um, com hora, satélite, potência e coordenadas.
| Data e hora | Satélite | FRP (MW) | Lat | Lon |
|---|
Outros incêndios na zona
Perguntas frequentes
- Quanto durou o incêndio de Paratinga?
- Segundo os focos de calor detetados pelos satélites, ardeu entre 30 de setembro de 2026 e 3 de outubro de 2026 (4 dias entre o primeiro e o último foco). Ainda não há perímetro que o date.
- Que área ardeu?
- Ainda não há perímetro. Os focos de calor reconstroem cerca de 700 hectares com fogo (7,0 km²), um valor aproximado; o GWIS dará o seu quando publicar o perímetro, o que pode demorar vários dias.
- O incêndio de Paratinga continua ativo?
- Não há deteções de fogo desde 03/10/2026, 03:55 UTC. A falta de deteções não é uma extinção oficial.
- Que tempo fazia?
- Durante o incêndio atingiram-se 41,0 °C, uma humidade mínima de 9 % e rajadas de 25 km/h. O perigo de incêndio (FWI) chegou a 55, classe Extremo.
- De onde vêm estes dados?
- Do perímetro ardido do GWIS (Copernicus), dos focos de calor VIIRS da NASA FIRMS e dos limites administrativos do Brasil (geoBoundaries). Não é um relatório oficial.
Onde verificar
Uma deteção de satélite não é um relatório oficial. Os números definitivos e o estado do incêndio são publicados pelo serviço de emergência de cada país.
Emergências: 193
Contraste por satélite
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Esta página é feita com dados de satélite e registos oficiais e às vezes engana-se: datas erradas, a localidade errada, dois incêndios juntos ou algo que nem foi um incêndio. Se conhece este fogo de perto — vive lá, viu-o, trabalhou no combate ou fez a cobertura como jornalista —, conte-nos o que aconteceu de facto e vamos verificar.
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De onde vêm estes dados
O perímetro é do Global Wildfire Information System (GWIS) do Copernicus, que o reconstrói a partir dos focos de calor dos sensores MODIS e VIIRS e o publica com licença CC BY 4.0. Não é medido sobre imagem como na Europa, por isso é uma estimativa. Os focos de calor são dos sensores VIIRS dos satélites Suomi-NPP e NOAA-20, distribuídos pela NASA FIRMS com píxel de 375 metros. Os limites administrativos são de geoBoundaries ADM2 (Creative Commons Attribution 3.0 Intergovernmental Organisations (CC BY 3.0 IGO)). A área por município é calculada pela WorldFires cruzando o perímetro com esses limites, pelo que pode diferir do número oficial de cada país.