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Incêndio de Pariang, janeiro 2017 Pariang

Apagado · última deteção 06/01/2017, 10:54 UTC

O fogo começou a 1 de janeiro de 2017 em Pariang, Sudão do Sul, e os satélites viram-no arder durante 6 dias. O sistema mundial GWIS do Copernicus reconstruiu a partir dos focos de calor um perímetro ardido de 5 267 hectares, repartido por um único município.

É o 76.º maior de Unity desde 2016 (de 86 com ficha). O 189.º do Sudão do Sul em 2017, de 203.

A potência medida pelo satélite é baixa (27,4 MW no foco mais intenso), mais própria de uma queimada de pastos ou restolho, ou de um fogo de superfície que avança devagar, do que de um grande incêndio florestal com chama alta.

Comparar com…
Área ardida
5 267ha
perímetro GWIS (Copernicus)
Duração
6dias
01/01/2017 – 06/01/2017
Municípios afetados
1
condados
Começou a
1 jan.
2017
Focos de calor
180
num único foco: 27 MW
Perigo ao começar
56
Extremo · índice FWI
Potência média diária
256MW
potência detetada por dia, em média

Onde ardeu

FOCOS POR DIA 1 jan.6 jan.
06/01/2017

Como evoluiu, dia a dia

01/01/2017 · 136 MW · 24 02/01/2017 · 763 MW · 69 03/01/2017 · 103 MW · 15 04/01/2017 · 212 MW · 30 05/01/2017 · 251 MW · 36 06/01/2017 · 70 MW · 4
1 jan. 2 jan. 3 jan. 4 jan. 5 jan. 6 jan.

Potência radiativa detetada cada dia, em megawatts, e número de focos. A barra magenta marca o dia de maior atividade.

Com que tempo ardeu

39°máxima
41km/h · rajada máxima
11%humidade mínima

Levava mais de dois meses sem chover (1 mm ou mais) quando começou.

Esta zona já tinha ardido

22 % do perímetro coincide com fogos anteriores registados desde 2016: 1 160 ha em 2016.

Que tamanho tem?

2 km
Ardeu o equivalente a 53 % da área de Lisboa (53 km² contra 100 km²).

Limite de Lisboa: geoBoundaries · geoBoundaries, DG Territory (CC0 1.0).

Compara o tamanho, não a localização: as duas formas estão à mesma escala, com o norte para cima e centradas uma sobre a outra.

O que aconteceu a cada município

  1. Pariang onde começou
    5 297 ha chegou a 31 dez.
    0,6 %

Área ardida dentro de cada município, cruzando o perímetro do GWIS com os limites administrativos. A distância vai do ponto que marca o centro de cada um ao fogo mais próximo: ficar a um quilómetro não significa que chegou às casas.

Pessoas e edifícios dentro do perímetro

GHSL 2015
Área construída< 0,1 ha
Residentes< 20

Dentro do perímetro não havia área construída apreciável e quase ninguém lá vivia (GHSL 2015, estimativa por satélite).

É uma estimativa em células de 100 m feita com imagens de satélite e censos: não quer dizer que tenham ardido casas nem que tenha havido vítimas. O perímetro inclui também zonas que não chegaram a arder.

Fonte: Global Human Settlement Layer (GHS-BUILT-S e GHS-POP R2023A), Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia, © União Europeia, CC BY 4.0. Soma dentro do perímetro feita pelo WorldFires. human-settlement.emergency.copernicus.eu

O tempo dia a dia

Reanálise ERA5 do ECMWF no ponto do incêndio, a referência para o tempo de datas passadas, e o índice de perigo FWI do sistema canadiano, o mesmo que o Copernicus usa, calculado pela WorldFires com esses dados. Os dias seguintes vão até à primeira chuva.

Open-Meteo.com (CC BY 4.0) · Copernicus Climate Change Service (ERA5)

Dia Máxima Humidade mín. Rajada máx. Chuva Perigo (FWI)
1 jan. 39,0 °C 11 % 34 km/h 0,0 mm Extremo 56
2 jan. 38,5 °C 13 % 36 km/h 0,0 mm Extremo 58
3 jan. 38,4 °C 13 % 38 km/h 0,0 mm Extremo 59
4 jan. 37,8 °C 12 % 41 km/h 0,0 mm Extremo 61
5 jan. 37,9 °C 13 % 36 km/h 0,0 mm Extremo 59
6 jan. 39,0 °C 12 % 34 km/h 0,0 mm Extremo 55
7 jan. depois 39,7 °C 9 % 35 km/h 0,0 mm Extremo 57
8 jan. depois 39,5 °C 8 % 37 km/h 0,0 mm Extremo 61
9 jan. depois 37,8 °C 8 % 35 km/h 0,0 mm Extremo 60
10 jan. depois 38,2 °C 8 % 33 km/h 0,0 mm Extremo 59
11 jan. depois 39,4 °C 11 % 40 km/h 0,0 mm Extremo 64
12 jan. depois 40,5 °C 7 % 42 km/h 0,0 mm Extremo 68
13 jan. depois 39,9 °C 7 % 40 km/h 0,0 mm Extremo 66
14 jan. depois 40,2 °C 7 % 26 km/h 0,0 mm Extremo 56
15 jan. depois 41,1 °C 7 % 36 km/h 0,0 mm Extremo 62
16 jan. depois 41,1 °C 7 % 38 km/h 0,0 mm Extremo 66

Antes e depois, do satélite

Arraste a linha para comparar o mesmo terreno antes do fogo e depois.

Antes · 25/12/2016
Depois · 13/01/2017

Se o dia estiver nublado, mude a data: cada satélite passa uma vez por dia. Em falsa cor o queimado fica castanho ou avermelhado.

Tabela de deteções · 180Cada foco de calor do satélite, um a um, com hora, satélite, potência e coordenadas.
⬇ Descarregar CSV Horas em UTC. Cada foco é um píxel de 375 m: um fogo grande produz centenas por passagem.
Data e horaSatéliteFRP (MW)LatLon

Outros incêndios na zona

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Perguntas frequentes

Quanto durou o incêndio de Pariang?
O GWIS (Copernicus) data-o entre 1 de janeiro de 2017 e 6 de janeiro de 2017: 6 dias entre o primeiro e o último foco de calor do perímetro.
Que área ardeu?
O perímetro que o GWIS (Copernicus) reconstruiu a partir dos focos de calor é de 5 267 hectares (52,7 km²). É uma estimativa: os números oficiais de cada país podem diferir.
Que municípios arderam?
O fogo só entrou em Pariang (5 297 ha, 0,6 %).
Que tempo fazia?
Durante o incêndio atingiram-se 39,0 °C, uma humidade mínima de 11 % e rajadas de 41 km/h. O perigo de incêndio (FWI) chegou a 61, classe Extremo.
De onde vêm estes dados?
Do perímetro ardido do GWIS (Copernicus), dos focos de calor VIIRS da NASA FIRMS e dos limites administrativos do Sudão do Sul (geoBoundaries). Não é um relatório oficial.

Onde verificar

Uma deteção de satélite não é um relatório oficial. Os números definitivos e o estado do incêndio são publicados pelo serviço de emergência de cada país.

Contraste por satélite

Histórico desta ficha Alterações de área, datas, nome, registo oficial ou fichas unidas, comparadas todas as noites desde 24 de outubro de 2026.

Sem alterações desde 24 de outubro de 2026.

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Há algo que não bate certo nesta página?

Esta página é feita com dados de satélite e registos oficiais e às vezes engana-se: datas erradas, a localidade errada, dois incêndios juntos ou algo que nem foi um incêndio. Se conhece este fogo de perto — vive lá, viu-o, trabalhou no combate ou fez a cobertura como jornalista —, conte-nos o que aconteceu de facto e vamos verificar.

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Como sabemos isto
  • Perímetro: GWIS (Copernicus), reconstruído a partir de focos de calor e não medido sobre imagem.
  • Datas do perímetro: os focos VIIRS lá dentro não as alteraram. 180 focos VIIRS do Suomi-NPP nessas datas.
  • Não cruzámos esta ficha com nenhum registo oficial.
  • Tempo: reanálise ERA5 do Copernicus no ponto do incêndio, em células de cerca de 25 km.
  • A área construída e a população vêm do Global Human Settlement Layer do JRC (época 2015, células de 100 m), somadas dentro do perímetro: uma estimativa do que lá havia, não uma contagem de danos.

Como fazemos as fichas: metodologia ›

De onde vêm estes dados

O perímetro é do Global Wildfire Information System (GWIS) do Copernicus, que o reconstrói a partir dos focos de calor dos sensores MODIS e VIIRS e o publica com licença CC BY 4.0. Não é medido sobre imagem como na Europa, por isso é uma estimativa. Os focos de calor são dos sensores VIIRS dos satélites Suomi-NPP e NOAA-20, distribuídos pela NASA FIRMS com píxel de 375 metros. Os limites administrativos são de geoBoundaries ADM2 (Creative Commons Attribution 3.0 Intergovernmental Organisations (CC BY 3.0 IGO)). A área por município é calculada pela WorldFires cruzando o perímetro com esses limites, pelo que pode diferir do número oficial de cada país.