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Incêndio de Manyo, novembro 2016 Manyo

Apagado · última deteção 24/11/2016, 23:36 UTC

O fogo começou a 17 de novembro de 2016 em Manyo, Sudão do Sul, e os satélites viram-no arder durante 7 dias. O sistema mundial GWIS do Copernicus reconstruiu a partir dos focos de calor um perímetro ardido de 6 751 hectares, repartido por um único município.

É o 163.º maior de Upper Nile desde 2016 (de 284 com ficha). O 148.º do Sudão do Sul em 2016, de 244.

Comparar com…
Área ardida
6 751ha
perímetro GWIS (Copernicus)
Duração
7dias
17/11/2016 – 23/11/2016
Municípios afetados
1
condados
Começou a
17 nov.
2016
Focos de calor
272
num único foco: 79 MW
Perigo ao começar
44
Muito elevado · índice FWI
Potência média diária
203MW
potência detetada por dia, em média

Onde ardeu

FOCOS POR DIA 17 nov.23 nov.
24/11/2016

Como evoluiu, dia a dia

17/11/2016 · 279 MW · 28 18/11/2016 · 45 MW · 12 19/11/2016 · 87 MW · 15 20/11/2016 · 93 MW · 9 21/11/2016 · 521 MW · 40 22/11/2016 · 571 MW · 79 23/11/2016 · 25 MW · 7 24/11/2016 · 7 MW · 4
17 nov. 19 nov. 21 nov. 22 nov. 23 nov.

Potência radiativa detetada cada dia, em megawatts, e número de focos. A barra magenta marca o dia de maior atividade.

Com que tempo ardeu

40°máxima
45km/h · rajada máxima
12%humidade mínima

Levava 20 dias sem chover (1 mm ou mais) quando começou.

Esta zona já tinha ardido

Não há perímetros anteriores a este incêndio na mesma zona desde 2016, quando começa o registo por satélite.

Que tamanho tem?

5 km
Ardeu o equivalente a 67 % da área de Lisboa (68 km² contra 100 km²).

Limite de Lisboa: geoBoundaries · geoBoundaries, DG Territory (CC0 1.0).

Compara o tamanho, não a localização: as duas formas estão à mesma escala, com o norte para cima e centradas uma sobre a outra.

O que aconteceu a cada município

  1. Manyo onde começou
    6 117 ha chegou a 13 nov.
    0,9 %

Área ardida dentro de cada município, cruzando o perímetro do GWIS com os limites administrativos. A distância vai do ponto que marca o centro de cada um ao fogo mais próximo: ficar a um quilómetro não significa que chegou às casas.

Pessoas e edifícios dentro do perímetro

GHSL 2015
Área construída< 0,1 ha
Residentes< 20

Dentro do perímetro não havia área construída apreciável e quase ninguém lá vivia (GHSL 2015, estimativa por satélite).

É uma estimativa em células de 100 m feita com imagens de satélite e censos: não quer dizer que tenham ardido casas nem que tenha havido vítimas. O perímetro inclui também zonas que não chegaram a arder.

Fonte: Global Human Settlement Layer (GHS-BUILT-S e GHS-POP R2023A), Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia, © União Europeia, CC BY 4.0. Soma dentro do perímetro feita pelo WorldFires. human-settlement.emergency.copernicus.eu

O tempo dia a dia

Reanálise ERA5 do ECMWF no ponto do incêndio, a referência para o tempo de datas passadas, e o índice de perigo FWI do sistema canadiano, o mesmo que o Copernicus usa, calculado pela WorldFires com esses dados. Os dias seguintes vão até à primeira chuva.

Open-Meteo.com (CC BY 4.0) · Copernicus Climate Change Service (ERA5)

Dia Máxima Humidade mín. Rajada máx. Chuva Perigo (FWI)
17 nov. 38,8 °C 12 % 24 km/h 0,0 mm Muito elevado 44
18 nov. 38,5 °C 15 % 24 km/h 0,0 mm Muito elevado 45
19 nov. 39,5 °C 15 % 34 km/h 0,0 mm Extremo 51
20 nov. 38,9 °C 16 % 22 km/h 0,0 mm Muito elevado 43
21 nov. 40,0 °C 13 % 42 km/h 0,0 mm Extremo 56
22 nov. 40,0 °C 14 % 45 km/h 0,0 mm Extremo 61
23 nov. 38,1 °C 13 % 28 km/h 0,0 mm Muito elevado 46
24 nov. depois 38,1 °C 12 % 36 km/h 0,0 mm Extremo 54
25 nov. depois 36,4 °C 12 % 38 km/h 0,0 mm Extremo 55
26 nov. depois 37,1 °C 11 % 33 km/h 0,0 mm Extremo 54
27 nov. depois 38,0 °C 12 % 35 km/h 0,0 mm Extremo 56
28 nov. depois 38,5 °C 11 % 38 km/h 0,0 mm Extremo 59
29 nov. depois 38,9 °C 13 % 36 km/h 0,0 mm Extremo 57
30 nov. depois 38,6 °C 18 % 36 km/h 0,0 mm Extremo 53
1 dez. depois 38,3 °C 19 % 30 km/h 0,0 mm Muito elevado 47
2 dez. depois 37,1 °C 17 % 41 km/h 0,0 mm Extremo 57
3 dez. depois 38,0 °C 18 % 41 km/h 0,0 mm Extremo 59

Antes e depois, do satélite

Arraste a linha para comparar o mesmo terreno antes do fogo e depois.

Antes · 10/11/2016
Depois · 30/11/2016

Se o dia estiver nublado, mude a data: cada satélite passa uma vez por dia. Em falsa cor o queimado fica castanho ou avermelhado.

Tabela de deteções · 272Cada foco de calor do satélite, um a um, com hora, satélite, potência e coordenadas.
⬇ Descarregar CSV Horas em UTC. Cada foco é um píxel de 375 m: um fogo grande produz centenas por passagem.
Data e horaSatéliteFRP (MW)LatLon

Outros incêndios na zona

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Perguntas frequentes

Quanto durou o incêndio de Manyo?
O GWIS (Copernicus) data-o entre 17 de novembro de 2016 e 23 de novembro de 2016: 7 dias entre o primeiro e o último foco de calor do perímetro.
Que área ardeu?
O perímetro que o GWIS (Copernicus) reconstruiu a partir dos focos de calor é de 6 751 hectares (67,5 km²). É uma estimativa: os números oficiais de cada país podem diferir.
Que municípios arderam?
O fogo só entrou em Manyo (6 117 ha, 0,9 %).
Que tempo fazia?
Durante o incêndio atingiram-se 40,0 °C, uma humidade mínima de 12 % e rajadas de 45 km/h. O perigo de incêndio (FWI) chegou a 61, classe Extremo.
De onde vêm estes dados?
Do perímetro ardido do GWIS (Copernicus), dos focos de calor VIIRS da NASA FIRMS e dos limites administrativos do Sudão do Sul (geoBoundaries). Não é um relatório oficial.

Onde verificar

Uma deteção de satélite não é um relatório oficial. Os números definitivos e o estado do incêndio são publicados pelo serviço de emergência de cada país.

Contraste por satélite

Histórico desta ficha Alterações de área, datas, nome, registo oficial ou fichas unidas, comparadas todas as noites desde 24 de outubro de 2026.

Sem alterações desde 24 de outubro de 2026.

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Esta página é feita com dados de satélite e registos oficiais e às vezes engana-se: datas erradas, a localidade errada, dois incêndios juntos ou algo que nem foi um incêndio. Se conhece este fogo de perto — vive lá, viu-o, trabalhou no combate ou fez a cobertura como jornalista —, conte-nos o que aconteceu de facto e vamos verificar.

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Como sabemos isto
  • Perímetro: GWIS (Copernicus), reconstruído a partir de focos de calor e não medido sobre imagem.
  • Datas do perímetro: os focos VIIRS lá dentro não as alteraram. 272 focos VIIRS do Suomi-NPP nessas datas.
  • Não cruzámos esta ficha com nenhum registo oficial.
  • Tempo: reanálise ERA5 do Copernicus no ponto do incêndio, em células de cerca de 25 km.
  • A área construída e a população vêm do Global Human Settlement Layer do JRC (época 2015, células de 100 m), somadas dentro do perímetro: uma estimativa do que lá havia, não uma contagem de danos.

Como fazemos as fichas: metodologia ›

De onde vêm estes dados

O perímetro é do Global Wildfire Information System (GWIS) do Copernicus, que o reconstrói a partir dos focos de calor dos sensores MODIS e VIIRS e o publica com licença CC BY 4.0. Não é medido sobre imagem como na Europa, por isso é uma estimativa. Os focos de calor são dos sensores VIIRS dos satélites Suomi-NPP e NOAA-20, distribuídos pela NASA FIRMS com píxel de 375 metros. Os limites administrativos são de geoBoundaries ADM2 (Creative Commons Attribution 3.0 Intergovernmental Organisations (CC BY 3.0 IGO)). A área por município é calculada pela WorldFires cruzando o perímetro com esses limites, pelo que pode diferir do número oficial de cada país.