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Incêndio de Mangalmé, dezembro 2016 Mangalmé

Apagado · última deteção 01/01/2017, 23:23 UTC

O fogo começou a 27 de dezembro de 2016 em Mangalmé, Chade, e os satélites viram-no arder durante 7 dias. O sistema mundial GWIS do Copernicus reconstruiu a partir dos focos de calor um perímetro ardido de 2 676 hectares, repartido por um único município.

É o 136.º maior de Guéra desde 2016 (de 246 com ficha). O 116.º do Chade em 2016, de 220.

A potência medida pelo satélite é baixa (28,8 MW no foco mais intenso), mais própria de uma queimada de pastos ou restolho, ou de um fogo de superfície que avança devagar, do que de um grande incêndio florestal com chama alta.

Comparar com…
Área ardida
2 676ha
perímetro GWIS (Copernicus)
Duração
7dias
27/12/2016 – 02/01/2017
Municípios afetados
1
departamentos
Começou a
27 dez.
2016
Focos de calor
75
num único foco: 29 MW
Perigo ao começar
56
Extremo · índice FWI
Potência média diária
76MW
potência detetada por dia, em média

Onde ardeu

FOCOS POR DIA 27 dez.2 jan.
01/01/2017

Como evoluiu, dia a dia

27/12/2016 · 1 MW · 1 28/12/2016 · 30 MW · 6 29/12/2016 · 70 MW · 15 30/12/2016 · 47 MW · 11 31/12/2016 · 283 MW · 38 01/01/2017 · 24 MW · 4
27 dez. 28 dez. 29 dez. 30 dez. 31 dez. 1 jan.

Potência radiativa detetada cada dia, em megawatts, e número de focos. A barra magenta marca o dia de maior atividade.

Com que tempo ardeu

37°máxima
33km/h · rajada máxima
11%humidade mínima

Levava mais de dois meses sem chover (1 mm ou mais) quando começou.

Esta zona já tinha ardido

Não há perímetros anteriores a este incêndio na mesma zona desde 2016, quando começa o registo por satélite.

Que tamanho tem?

2 km
Ardeu o equivalente a 27 % da área de Lisboa (27 km² contra 100 km²).

Limite de Lisboa: geoBoundaries · geoBoundaries, DG Territory (CC0 1.0).

Compara o tamanho, não a localização: as duas formas estão à mesma escala, com o norte para cima e centradas uma sobre a outra.

O que aconteceu a cada município

  1. Mangalmé onde começou
    2 692 ha chegou a 27 dez.
    0,2 %

Área ardida dentro de cada município, cruzando o perímetro do GWIS com os limites administrativos. A distância vai do ponto que marca o centro de cada um ao fogo mais próximo: ficar a um quilómetro não significa que chegou às casas.

Pessoas e edifícios dentro do perímetro

GHSL 2015
Área construída< 0,1 ha
Residentes< 20

Dentro do perímetro não havia área construída apreciável e quase ninguém lá vivia (GHSL 2015, estimativa por satélite).

É uma estimativa em células de 100 m feita com imagens de satélite e censos: não quer dizer que tenham ardido casas nem que tenha havido vítimas. O perímetro inclui também zonas que não chegaram a arder.

Fonte: Global Human Settlement Layer (GHS-BUILT-S e GHS-POP R2023A), Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia, © União Europeia, CC BY 4.0. Soma dentro do perímetro feita pelo WorldFires. human-settlement.emergency.copernicus.eu

O tempo dia a dia

Reanálise ERA5 do ECMWF no ponto do incêndio, a referência para o tempo de datas passadas, e o índice de perigo FWI do sistema canadiano, o mesmo que o Copernicus usa, calculado pela WorldFires com esses dados. Os dias seguintes vão até à primeira chuva.

Open-Meteo.com (CC BY 4.0) · Copernicus Climate Change Service (ERA5)

Dia Máxima Humidade mín. Rajada máx. Chuva Perigo (FWI)
27 dez. 33,0 °C 12 % 33 km/h 0,0 mm Extremo 56
28 dez. 34,2 °C 11 % 26 km/h 0,0 mm Extremo 54
29 dez. 35,1 °C 11 % 28 km/h 0,0 mm Extremo 57
30 dez. 36,4 °C 12 % 32 km/h 0,0 mm Extremo 60
31 dez. 36,6 °C 12 % 30 km/h 0,0 mm Extremo 58
1 jan. 35,8 °C 12 % 26 km/h 0,0 mm Extremo 57
2 jan. 35,9 °C 12 % 28 km/h 0,0 mm Extremo 57
3 jan. depois 35,6 °C 11 % 31 km/h 0,0 mm Extremo 60
4 jan. depois 34,1 °C 10 % 30 km/h 0,0 mm Extremo 59
5 jan. depois 35,2 °C 11 % 28 km/h 0,0 mm Extremo 59
6 jan. depois 36,8 °C 10 % 29 km/h 0,0 mm Extremo 60
7 jan. depois 37,4 °C 11 % 31 km/h 0,0 mm Extremo 62
8 jan. depois 35,8 °C 11 % 35 km/h 0,0 mm Extremo 65
9 jan. depois 34,5 °C 11 % 32 km/h 0,0 mm Extremo 60
10 jan. depois 33,7 °C 12 % 25 km/h 0,0 mm Extremo 56
11 jan. depois 38,3 °C 6 % 26 km/h 0,0 mm Extremo 54

Antes e depois, do satélite

Arraste a linha para comparar o mesmo terreno antes do fogo e depois.

Antes · 20/12/2016
Depois · 09/01/2017

Se o dia estiver nublado, mude a data: cada satélite passa uma vez por dia. Em falsa cor o queimado fica castanho ou avermelhado.

Tabela de deteções · 75Cada foco de calor do satélite, um a um, com hora, satélite, potência e coordenadas.
⬇ Descarregar CSV Horas em UTC. Cada foco é um píxel de 375 m: um fogo grande produz centenas por passagem.
Data e horaSatéliteFRP (MW)LatLon

Outros incêndios na zona

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Perguntas frequentes

Quanto durou o incêndio de Mangalmé?
Segundo os focos de calor detetados pelos satélites dentro do perímetro, ardeu entre 27 de dezembro de 2016 e 2 de janeiro de 2017 (7 dias). O perímetro data-o de 27 de dezembro de 2016 a 1 de janeiro de 2017.
Que área ardeu?
O perímetro que o GWIS (Copernicus) reconstruiu a partir dos focos de calor é de 2 676 hectares (26,8 km²). É uma estimativa: os números oficiais de cada país podem diferir.
Que municípios arderam?
O fogo só entrou em Mangalmé (2 692 ha, 0,2 %).
Que tempo fazia?
Durante o incêndio atingiram-se 36,6 °C, uma humidade mínima de 11 % e rajadas de 33 km/h. O perigo de incêndio (FWI) chegou a 60, classe Extremo.
De onde vêm estes dados?
Do perímetro ardido do GWIS (Copernicus), dos focos de calor VIIRS da NASA FIRMS e dos limites administrativos do Chade (geoBoundaries). Não é um relatório oficial.

Onde verificar

Uma deteção de satélite não é um relatório oficial. Os números definitivos e o estado do incêndio são publicados pelo serviço de emergência de cada país.

Contraste por satélite

Histórico desta ficha · 1 Alterações de área, datas, nome, registo oficial ou fichas unidas, comparadas todas as noites desde 24 de outubro de 2026.
  1. Último dia com fogo: 1 de janeiro de 2017 → 2 de janeiro de 2017.

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Esta página é feita com dados de satélite e registos oficiais e às vezes engana-se: datas erradas, a localidade errada, dois incêndios juntos ou algo que nem foi um incêndio. Se conhece este fogo de perto — vive lá, viu-o, trabalhou no combate ou fez a cobertura como jornalista —, conte-nos o que aconteceu de facto e vamos verificar.

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Como sabemos isto
  • Perímetro: GWIS (Copernicus), reconstruído a partir de focos de calor e não medido sobre imagem.
  • Datas ajustadas com os focos VIIRS dentro do perímetro, que indicava de 27 de dezembro de 2016 a 1 de janeiro de 2017. 75 focos VIIRS do Suomi-NPP nessas datas.
  • Não cruzámos esta ficha com nenhum registo oficial.
  • Tempo: reanálise ERA5 do Copernicus no ponto do incêndio, em células de cerca de 25 km.
  • A área construída e a população vêm do Global Human Settlement Layer do JRC (época 2015, células de 100 m), somadas dentro do perímetro: uma estimativa do que lá havia, não uma contagem de danos.

Como fazemos as fichas: metodologia ›

De onde vêm estes dados

O perímetro é do Global Wildfire Information System (GWIS) do Copernicus, que o reconstrói a partir dos focos de calor dos sensores MODIS e VIIRS e o publica com licença CC BY 4.0. Não é medido sobre imagem como na Europa, por isso é uma estimativa. Os focos de calor são dos sensores VIIRS dos satélites Suomi-NPP e NOAA-20, distribuídos pela NASA FIRMS com píxel de 375 metros. Os limites administrativos são de geoBoundaries ADM2 (Creative Commons Attribution 3.0 Intergovernmental Organisations (CC BY 3.0 IGO)). A área por município é calculada pela WorldFires cruzando o perímetro com esses limites, pelo que pode diferir do número oficial de cada país.